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BBCE e Abraceel publicam material ligando o setor elétrico ao financeiro

derivativos

Um mês depois de iniciar as operações dos contratos de derivativos, o Balcão Brasileiro de Energia Elétrica (BBCE) fechou parceria com a  Associação brasileira de comercializadores de energia elétrica (Abraceel). Juntas, as entidades lançaram, no dia 23 de fevereiro, uma cartilha sobre o tema. A iniciativa vem na esteira da expansão desse mercado e da necessidade de ampliar o conhecimento dos agentes acerca dessa modalidade.

O BBCE terminou o primeiro mês de negociações dos contratos de derivativos e, de acordo com a entidade, são cerca de 40 credenciados para negociarem o ativo ante um primeiro pregão com nove habilitados. Já foram negociados 53.664 GWh em 37 contratos até o fechamento de 19 de fevereiro.

Carlos Ratto, CEO do BBCE, já esperava a expansão no primeiro mês, pelo interesse do mercado por esse mecanismo. Inclusive, esperava-se a entrada do primeiro agente do setor financeiro.

O presidente executivo da Abraceel, Reginaldo Medeiros, explicou que a comercializadora tem a cultura de um mercado mais tradicional. Em muitos casos, não há o conhecimento dessas opções de financiamento sem passar pelo contrato físico de energia. Hoje, segundo Medeiros, 70% da expansão da capacidade de geração tem se dado pelo mercado livre e essa informação surpreende até mesmo os CEOs do setor, que ainda atribuem a construção de novas usinas aos leilões regulados, como era há alguns anos.

A cartilha com as informações e características desse novo mecanismo ajuda a explicar o setor financeiro ao elétrico. A educação leva transparência e credibilidade a todo mercado.

Ratto exemplificou que o contrato de derivativos é liquidado semanalmente e deriva de um ativo que é o PLD. Mas quem não precisa da energia física encontra custos mais baixos na operação, a própria liquidação é de menor montante, não precisa de nota fiscal, tributação mais simples, entre outras características.

A cartilha pode ser acessada nos sites das duas instituições.

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