Candidatos falam sobre mercado de energia

Candidatos falam sobre mercado de energia

Em evento da Associação dos Comercializadores de Energia, representantes de candidaturas a presidente falaram sobre a abertura do mercado de energia. Diferentes chapas e ideologias apoiam a abertura do mercado de energia elétrica.

Estavam no evento Kátia Abreu, Paulo Rabello, Eduardo Jorge, João Amoedo e Maurício Tolmasquim. Além disso, também foram convidados os candidatos Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB), mas não compareceram nem mandaram representantes.

Todos os políticos fizeram apresentações, começando por Kátia Abreu (PDT), candidata a vice-presidente ao lado de Ciro Gomes (PDT). Kátia destacou que o mercado livre de energia é um caminho natural e que é a tendência mundial. Afirmou também que o Brasil ainda é muito fechado, precisando de mais abertura e liberdade econômica. A candidata admitiu ainda ter pouco conhecimento sobre o tema, mas se mostrou interessada sobre o status dos projetos que tramitam atualmente na Câmara.

Eduardo Jorge (PV), que foi candidato a presidente em 2014 e hoje é vice de Marina Silva (Rede), destacou que não há no programa de governo de Marina um capítulo específico dedicado ao tema energia. Ainda assim, lembrou que, em seu próprio programa, em 2014, havia a indicação de defesa ao mercado livre e à eficiência energética. Jorge ressaltou que é necessário estudar o tema com cuidado por conta da existência de inúmeros subsídios cruzados que devem ser revistos. Ele também citou o baixo nível de abertura do mercado nacional como um problema a ser enfrentado para a expansão da infraestrutura.

Representando a candidatura de Álvaro Dias (Podemos), Paulo Rabello de Castro (PSC), que é ex-presidente do BNDES, destacou que o Brasil não tem base econômica nem jurídica para continuar crescendo. O plano de metas de sua chapa propõe desonerar o setor elétrico e liberar o mercado de energia. A meta é reduzir o preço da energia em 10% ao longo dos anos e também eliminar os subsídios cruzados.

Segundo Rabello, a liberalização do mercado de energia é um dos caminhos importantes para dinamizar a expansão desse mercado no País. Esse fator ajudaria a aumentar os investimentos em infraestrutura e atenderia à necessidade de aportes que levam ao crescimento da economia.

João Amoedo (Novo) foi o único candidato a presidente a comparecer ao evento e também defendeu a abertura do mercado de energia a todos os consumidores. Ele lembrou casos de sucesso internacional que poderiam ser aplicados no Brasil também. Seu partido leva a bandeira do liberalismo econômico e esse posicionamento engloba também a abertura do mercado. Outros pontos que ele destacou foram o incentivo à autogeração de energia por consumidores e a simplificação da tributação.

O último a falar foi o representante do Partido dos Trabalhadores e figura conhecida no setor elétrico nacional, Maurício Tolmasquim. O candidato destacou que é necessário retomar o diálogo com o mercado para que haja a solução do GSF que vem acumulando um passivo de R$ 7 bilhões em aberto na CCEE. Tolmasquim teve uma fala mais próxima à de um especialista do setor do que de um representante de partido. Além disso, reconheceu que houve erros e acertos nos últimos governos.