Mercado livre atrai mais com aumentos de tarifa

Mercado livre atrai mais com aumentos de tarifa

Em decorrência dos seguidos aumentos tarifários para a energia elétrica, cresce a atratividade do Ambiente de Livre Contratação (ACL) para segmentos da indústria que buscam reduções de custo e aumento de competitividade. Os consumidores no ACL têm mais controle sobre seu consumo.

As tarifas energéticas no País acumulam um grande aumento nos últimos quatro anos, chegando a 44% no final de 2018, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). As empresas recorrem ao ACL fugindo da inflação, pois, neste ambiente, os contratos de fornecimento são de longo prazo por um preço fixo. O melhor momento para a migração das empresas é quando o preço de referência do mercado livre está baixo e a tarifa do mercado regulado está alta.

A empresa Embalagens Industriais Adesi Coating compra energia no mercado livre de energia desde 2016 e sua redução de gastos já contabiliza cerca de 50%. A principal economia está em deixar de pagar o horário de ponta, o que abre espaço para investimentos em eficiência energética e  acaba ampliando a economia.

Outro caso de sucesso é de uma empresa que compra no ACL desde 2010: a Minasa Trading International. Apenas em 2017, ela registrou economia média de 16% com energia. “Somos uma indústria do setor têxtil, um segmento muito difícil, com margens muito espremidas. O foco com a migração era a redução de custos e melhora na competitividade”, afirma o supervisor financeiro da Minasa, Heitor Romero. Com recentes iniciativas de eficiência energética, a empresa espera economia de 20% a 30%.

O ACL permite também que o comprador escolha a fonte energética da qual pretende consumir. Assim, as empresas podem optar por favorecer a geração renovável, como eólica ou solar, e ganhar uma certificação de energia verde, o que se se torna um incentivo para esse tipo de geração. No mercado cativo, você não tem essa possibilidade.