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Mercado livre de energia tem melhor índice histórico em pesquisa do Ibope

Pesquisa de setor energético

O interesse da população está ligado à livre escolha da fornecedora de energia elétrica e à esperança em redução de gastos com energia

A Pesquisa de Opinião Pública 2019, divulgada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, no dia 12 de agosto, demonstrou os interesses presentes na população em relação ao setor de energia elétrica do País. As questões centrais incluíram o incômodo com os preços elevados da energia elétrica e o interesse na possível escolha do fornecedor de energia.

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL) apresentaram os resultados das questões, cuja intenção, além de apontar para a opção de fornecedores, também era saber o interesse de produzir a sua própria energia.

Um dos maiores incômodos evidentes na pesquisa tem relação com os gastos com energia elétrica. “Caro” ou “muito caro” foram as respostas dadas por 87% dos entrevistados. Mais da metade, 65%, atribui esse cenário principalmente às altas taxas de impostos presentes no valor total.

Apagar as luzes nos ambientes vazios ou desligar os aparelhos elétricos das tomadas são medidas alternativas comuns adotadas para a redução dos gastos com energia.

O grande interesse por um mercado livre é comprovado com o maior percentual da série histórica. Grande parte dos entrevistados trocaria a empresa fornecedora caso a medida de livre escolha fosse executada. A vontade de ter a opção de sua preferência é presente em 79%. Quanto maior a escolaridade e renda familiar, também é maior o índice de interesse, chegando a 82%. Além disso, há intenção quase total na produção residencial de energia.

Também cresceu em 14 pontos percentuais a impressão de que os gastos com a energia elétrica têm predisposição a diminuir caso haja uma abertura no mercado de energia.

“O Brasil não pode caminhar na contramão do mundo”, diz Reginaldo Medeiros, presidente da ABRACEEL. 

A realidade do mercado livre de energia ainda é restrita a grandes consumidores e não contempla o grande contingente de pessoas interessadas na autonomia de suas escolhas. 

Segundo Reginaldo, países desenvolvidos abriram seus mercados de energia e desfrutam de uma economia e de um crescimento de produção que o mercado brasileiro também pode obter. 

Nos últimos 16 anos, o mercado livre já possibilitou uma economia de R$ 185 bilhões.

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